02, July de 2022

Após a transformação da UniEVANGÉLICA em Universidade Evangélica de Goiás, no ano de 2021, a instituição fortaleceu suas pesquisas e conquistou ainda mais reconhecimento por parte da comunidade científica internacional. De 20 a 23 de julho, ocorrerá o 15 º congresso da Associação Latino-Americana de Tórax (Pneumologia) – ALAT, o maior congresso de Pneumologia da América Latina. Em Lima, Peru, três projetos do Programa de Reabilitação Pulmonar foram premiados e serão apresentados.

"Como universidade, já avançamos muito e temos conseguido, cada, vez mais, inserir a UniEVANGÉLICA no circuito mundial de pesquisas", destaca o reitor Carlos Hassel Mendes. Para o presidente da Associação Educativa Evangélica e chanceler da UniEVANGÉLICA, Augusto Cesar Rocha Ventura, "o brilhantismo de nossos pesquisadores e alunos está em evidência e nós temos muito orgulho disso. Ver florescer a ciência no seio da instituição faz deste um momento único".

As pesquisas premiada no ALAT são coordenadas pelo professor doutor Luís Vicente Franco de Oliveira, fisioterapeuta, que coordena o Programa de Reabilitação Pulmonar e o mestrado em Movimento Humano e Reabilitação da UniEVANGÉLICA. "Estamos extremamente felizes com o reconhecimento internacional do nosso Programa de Reabilitação Pulmonar Pós-Covid-19, que atende com excelência à comunidade de forma gratuita. A proposta conta com amplo envolvimento de alunos da iniciação científica, mestrado e doutorado da instituição", explica o professor Luís Vicente.

O programa foi contemplado em 2021 com fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (FAPEG) no valor de R$ 290 mil. Parte da verba foi utilizada na aquisição de equipamentos e insumos para o Laboratório de Reabilitação Pulmonar da instituição. A UniEVANGÉLICA assumiu como contrapartida deste projeto o investimento na disponibilização e organização da estrutura a ser destinada às atividades do Programa de Reabilitação Pulmonar.

Trata-se de um espaço exclusivo para atendimento ao programa, composto por sala de espera, consultório completo para avaliação clínica, espaço para realização das atividades de treinamento e instalações sanitárias, oxigenioterapia de suporte e equipamentos de proteção individual (EPI’s) para pacientes e profissionais. Também foram disponibilizados vários computadores desktop e laptops para acompanhamento de atividades ao ar livre, impressoras e materiais de suporte como papeis e cartuchos para impressão das fichas de avaliação e acompanhamento das atividades. 

Ainda como contrapartida da Instituição está o envolvimento de vários profissionais de saúde, tais como médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas e profissionais de Educação Física, que dedicarão uma carga horaria semanal junto ao Programa. "Este importante laboratório da UniEVANGÉLICA foi um ponto de suporte para o tratamento de sequelas pulmonares decorrentes da COVID-19. É um local onde a população permanece sendo atendida, de forma gratuita, sempre com regulação da Secretaria de Saúde local", destaca ainda Luís Vicente.

Pesquisa

O professor doutor Sandro Dutra e Silva, pró-reitor de pós-graduação, pesquisa, extensão e ação comunitária da UniEVANGÉLICA, expressou seu contentamento com a conquista: "a Universidade Evangélica de Goiás tem hoje uma política de pesquisa e inovação, que busca consolidar e fortalecer no âmbito acadêmico as investigações científicas que tenham uma adesão com a identidade e missão institucional. O programa de iniciação científica existe mais de 20 anos, ou seja, antes da criação da universidade".

"Na verdade ele foi fundamental para a transformação em universidade, associado aos programas de mestrado e doutorado atualmente em funcionamento. A visão da Reitoria e da Mantenedora é que a pesquisa institucional tem o compromisso com a produção do conhecimento que gere envolvimento e transformação social. E esse reconhecimento internacional reflete esse engajamento de docentes e discentes na produção científica qualificada e socialmente relevante", acrescenta Sandro Dutra.

Outros projetos

Já o trabalho de cultura de células, do projeto “Otimização na re-endotelização de pulmões descelularizados”, foi selecionado por meio de um chamamento público entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Fapeg com o objetivo de estreitar a colaboração em pesquisa entre os dois estados e contribuir para o avanço no conhecimento científico e tecnológico nos estados de Goiás e São Paulo e no Brasil.

Para os pesquisadores do projeto em cooperação bilateral, que conta com um coordenador em Goiás, professor Luís Vicente (UniEVANGÉLICA) e um em São Paulo, Maria Angélica Miglino (USP), a incapacidade de re-endotelizar eficientemente a vasculatura pulmonar com um endotélio funcional parece ser a principal causa de insucesso dos transplantes pulmonares com pulmões recelularizados até o momento. O projeto ainda está em andamento e a expectativa é obter resultados que permitam compreender melhor os mecanismos biofísicos básicos que participam na regeneração pulmonar utilizando um biorreator.

Os resultados obtidos irão fornecer o conhecimento científico básico e poderá contribuir, em médio prazo, para o desenvolvimento e aperfeiçoamento de novas ferramentas terapêuticas na medicina respiratória. O projeto também vai ajudar a aprimorar o conhecimento sobre as tecnologias específicas envolvidas em biorreatores para a medicina regenerativa.

O terceiro trabalho da UniEVANGÉLICA premiado foi o de “Avaliação clínico-patológica de modelo experimental de injúria pulmonar induzida pela inalação de glifosato”. Este é um projeto de pesquisa que vem sendo desenvolvido no Laboratório de Fisiologia Cardiorrespiratória Experimental da UniEVANGÉLICA, onde estão sendo analisados os efeitos da inalação de diferentes concentrações de glifosato para verificar os danos no organismo.

Além destes três trabalhos premiados, o professor Luis Vicente classificou mais dez trabalhos para a apresentação no evento científico em Lima, resultados dos estudos envolvendo a Reabilitação Pulmonar em pacientes pós-covid-19.

Projetos premiados

Eficácia de diferentes métodos de descelularização pulmonar - Vinício Vilela da Costa Barros de Melo - Curso de Ciências Biológicas 

Avaliação clínico-patológica de modelo experimental de injúria induzida pela inalação de glifosato - Yago José Fagundes de Freitas - Curso de Medicina 

Otimização no processo de descelularizaçao pulmonar  - João Pedro Ribeiro Afonso - PPG Movimento Humano e Reabilitação 

Análise das propriedades mecânicas elásticas e viscoelásticas de pulmões descelularizados de camundongos após o uso de terapia fotodinâmica - Ricardo Silva Moura - PPG Movimento Humano e Reabilitação

Demais projetos apresentados

Projetos de iniciação científica

Beatriz Nascimento Souza – Fisioterapia
Efeitos de um programa de reabilitação pulmonar ambulatorial na qualidade de vida relacionada à saúde de pacientes pós COVID-19

Elisângela Rosa Pereira Póvoa – Fisioterapia
Efeitos de um Programa de Reabilitação Pulmonar Ambulatorial na Força de Preensão Palmar de pacientes pós COVID-19

Maria Eduarda Moreira Lino – Fisioterapia 
Efeitos de um programa de reabilitação pulmonar ambulatorial em pacientes com sequelas pulmonares advindas da COVID-19

Thays Lisboa Guedes – Fisioterapia 
Efeitos de um programa de reabilitação pulmonar ambulatorial no nível de atividade física de pacientes com sequelas pulmonares advindas da COVID-19

Aline Cândido Oliveira – Psicologia
Efeitos de um Programa de Reabilitação Pulmonar Ambulatorial nos níveis de ansiedade e depressão em pacientes pós COVID-19

Letícia de Souza Galvão – Medicina
Efeitos de um Programa de Reabilitação Pulmonar Ambulatorial no status funcional de pacientes pós COVID-19

Rubens Rodrigues Bernardes – Medicina 
Efeitos de um programa de reabilitação pulmonar ambulatorial na função pulmonar de pacientes pós COVID-19

Raphael Helvécio Carvalho de Oliveira Diniz – Medicina
Análise do índice BODE em pacientes pós COVID-19 encaminhados a um programa de reabilitação pulmonar ambulatorial

Bianca Mendonça Reis – Medicina
Óxido nítrico exalado fracionado e função pulmonar em pacientes acometidos pela COVID-19 pós alta hospitalar encaminhados a um programa de reabilitação pulmonar ambulatorial

Diogo Marques Paulino – Medicina
Qualidade de vida relacionada à saúde em pacientes pós COVID-19 submetidos a um programa de reabilitação pulmonar ambulatorial

Miriã Cândida Oliveira – Doutorado em Movimento Humano e Reabilitação 
Status funcional e qualidade de vida em pacientes pós COVID-19 encaminhados a um programa de reabilitação pulmonar ambulatorial

Felipe Homsi, com informações da FAPEG