Uma pesquisa pode começar em um laboratório, transformar-se em um protótipo e, com o apoio adequado, chegar ao mercado como uma empresa capaz de desenvolver novas tecnologias e gerar impacto para a sociedade. É nesse caminho entre ciência, empreendedorismo e inovação que a Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) vem ampliando sua atuação. A universidade formalizou contratos com 36 startups vinculadas ao novo processo institucional do Programa de Incubação da instituição (UniINCUBADORA), fortalecendo um ecossistema que tem no Parque Científico e Tecnológico uma de suas principais estruturas de integração.
Das 36 startups, nove são provenientes do Programa de Bolsas de Iniciação Tecnológica e Empreendedorismo Criativo (PBITEC), enquanto as demais foram selecionadas a partir das ações de sensibilização institucional e do processo seletivo interno conduzido pela UniINCUBADORA.
A assinatura simbólica dos contratos ocorreu durante o 6º Prêmio do Mérito Científico, realizado no dia 18 de agosto pela Associação Educativa Evangélica (AEE). Mais do que um ato dentro da cerimônia, porém, a iniciativa representa uma etapa de um projeto institucional mais amplo: criar condições para que o conhecimento produzido na universidade não permaneça restrito ao ambiente acadêmico, mas possa se transformar em soluções, produtos, serviços, empresas e novas oportunidades.
Para o presidente da Associação Educativa Evangélica, mantenedora da UniEVANGÉLICA, Ernei de Oliveira Pina, o fortalecimento da pesquisa e da inovação está diretamente relacionado ao compromisso institucional de contribuir para o desenvolvimento da sociedade. “Quando uma universidade incentiva a pesquisa, apoia o empreendedorismo e cria condições para que novas empresas surjam a partir do conhecimento produzido em seus ambientes, ela amplia sua capacidade de transformar a realidade. É esse impacto que queremos fortalecer, conectando formação, ciência, inovação e desenvolvimento”, afirma.
É nesse contexto que o Parque Científico e Tecnológico ganha relevância. Lançado pela UniEVANGÉLICA em março deste ano, o parque foi concebido para integrar diferentes ambientes, projetos, laboratórios e parcerias da instituição e aproximar universidade, poder público, empresas e sociedade. A proposta é estruturar um ambiente permanente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), no qual ideias possam ser desenvolvidas, testadas e transformadas em soluções aplicáveis.
Os projetos das 36 startups passam a fazer parte dessa lógica de inovação. Por meio do processo de incubação da UniINCUBADORA, estudantes, pesquisadores e empreendedores encontram suporte para desenvolver iniciativas de base tecnológica e avançar da concepção da ideia para a estruturação, validação e crescimento dos negócios.
Das startups que integram o atual ciclo de incubação, aproximadamente 80% são formadas por estudantes da própria UniEVANGÉLICA. As demais são compostas por empreendedores externos, resultado da abertura recente do processo de incubação também para pessoas sem vínculo direto com a instituição. A medida amplia o alcance da Universidade enquanto agente de desenvolvimento do ecossistema regional de inovação e fortalece a interação entre comunidade acadêmica, empreendedores e mercado.
“O papel de uma universidade contemporânea vai além de formar profissionais para o mercado. Precisamos também criar ambientes em que nossos estudantes e pesquisadores possam imaginar, experimentar, desenvolver e empreender. Quando uma ideia se transforma em uma tecnologia ou em uma empresa, o conhecimento produzido dentro da universidade passa a gerar impacto para além dos nossos muros”, destaca o reitor da UniEVANGÉLICA, Carlos Hassel Mendes.
A estratégia posiciona a universidade como um dos principais ambientes de pesquisa, inovação e empreendedorismo do interior de Goiás, reunindo em uma mesma estrutura iniciativas que vão da formação acadêmica à pesquisa científica, da inovação tecnológica à criação de empresas e à aproximação com o setor produtivo.
Para o pró-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Ação Comunitária, professor Dr. Sandro Dutra e Silva, a incubação e o apoio às startups são parte de uma estratégia para transformar a universidade em um ambiente capaz de acompanhar todo o ciclo da inovação. “O empreendedorismo e a incubação de empresas fazem parte da missão da universidade. Não queremos apenas produzir conhecimento, mas criar condições para que esse conhecimento se transforme em inovação, em novos negócios e em soluções para problemas reais. O Parque Científico e Tecnológico fortalece justamente essa conexão entre pesquisa, empresas, poder público e sociedade”, explica.
Da ideia à solução
Entre as iniciativas que integram o ecossistema estão projetos com aplicações em diferentes áreas, incluindo soluções voltadas à saúde. A Movement trabalha com a fabricação de próteses funcionais de alta performance. A MediTrack desenvolve uma plataforma para acompanhamento de tratamentos de pacientes. Já a BioSpineLabs–OrtoSmart aposta em um colete inteligente integrado a sensores.
Também integram esse ambiente startups como Acomgest, Movement e HealthLink, criadas e desenvolvidas no contexto da atual gestão do UniCIETEC e que já vêm conquistando projeção regional, nacional e até internacional. Entre as iniciativas presentes na assinatura dos contratos esteve ainda a CREIOLAB, startup já graduada pela incubadora, cuja participação teve caráter simbólico ao representar a trajetória de empreendimentos que passaram pelo ambiente e avançaram em seu processo de desenvolvimento.
Mesmo em diferentes estágios de maturidade, as iniciativas vinculadas ao ecossistema já apresentam resultados expressivos. Em conjunto, startups vinculadas ao ambiente já somam captações superiores a R$ 1 milhão, incluindo negócios que conseguiram captar recursos antes mesmo da conclusão de seus MVPs, demonstrando o potencial das soluções desenvolvidas e a capacidade de conexão do ecossistema com programas de fomento, parceiros e oportunidades de investimento.
São projetos que ajudam a ilustrar uma das principais propostas do ecossistema: transformar conhecimento em algo que possa ser utilizado fora da universidade.
Para isso, o Parque Científico e Tecnológico reúne diferentes ambientes da UniEVANGÉLICA. O UniCIETEC, responsável por ações de inovação, empreendedorismo e tecnologia, atua de maneira integrada ao Centro de Excelência de Pesquisa e Inovação Tecnológica em Saúde (CEPInova), além de outros laboratórios e estruturas da instituição.
O parque não se limita, portanto, a um espaço físico específico. A proposta é conectar ambientes e competências para criar uma rede de inovação. Fazem parte dessa estrutura laboratórios, o Centro Tecnológico, a usina fotovoltaica e espaços de pesquisa localizados no edifício Daisy Fanstone, entre outros ambientes da universidade.
Essa integração também amplia as possibilidades de parceria com empresas e instituições públicas. Projetos podem ser desenvolvidos em conjunto, aproximando estudantes e pesquisadores de problemas reais e permitindo que empresas encontrem na universidade conhecimento e infraestrutura para desenvolver novas soluções.
Empreender também é formar
A aposta no empreendedorismo amplia o papel tradicional da universidade. Além de preparar profissionais para ocupar postos existentes no mercado, a instituição busca estimular a criação de novos negócios e tecnologias.
Nesse modelo, uma startup pode nascer de uma pesquisa acadêmica, receber apoio para amadurecer sua solução, conectar-se a empresas e investidores e, posteriormente, alcançar o mercado. O processo cria oportunidades para os próprios estudantes e pesquisadores e, ao mesmo tempo, pode gerar empregos, movimentar cadeias produtivas e oferecer respostas para demandas da sociedade.
Essa estratégia é estimulada por diferentes programas e eventos institucionais. O PBITEC, o Pitch Day, o Hackathon e a Feira do Empreendedor atuam de maneira integrada para estimular a criação de ideias, aproximar estudantes do universo da inovação e transformar projetos acadêmicos em soluções com potencial de mercado. As ações recentes alcançaram aproximadamente 750 inscritos e incluíram um dos maiores eventos de apresentação simultânea de pitches já promovidos em Anápolis. Em determinados indicadores de participação, o crescimento registrado entre os ciclos anuais recentes foi superior a 300%.
“A inovação precisa fazer parte da experiência universitária. Queremos que nossos alunos tenham contato com problemas reais e percebam que o conhecimento adquirido aqui também pode ser utilizado para criar soluções, empreendimentos e novas tecnologias. Essa é uma forma de preparar profissionais não apenas para o mercado que existe hoje, mas para o mercado que ainda está sendo construído”, afirma Carlos Hassel Mendes.
A assinatura dos contratos com as 36 startups, portanto, é parte de uma estratégia maior. O objetivo é consolidar um ambiente em que pesquisa gere inovação, inovação gere empreendedorismo e empreendedorismo gere impacto.
Com o Parque Científico e Tecnológico, o PBITEC, a UniINCUBADORA, o UniCIETEC e os demais ambientes de pesquisa e inovação, a UniEVANGÉLICA busca consolidar no interior de Goiás um ecossistema capaz de conectar academia, empresas, governo e sociedade e de transformar conhecimento científico em desenvolvimento.
Os resultados alcançados são fruto de uma atuação integrada do UniCIETEC e de seus diferentes setores, que exercem papéis complementares no fortalecimento do ecossistema de inovação e empreendedorismo da UniEVANGÉLICA. A
UniINCUBADORA atua diretamente na sensibilização, seleção, incubação e desenvolvimento dos novos negócios, enquanto as demais áreas do UniCIETEC contribuem com infraestrutura, apoio técnico, desenvolvimento tecnológico, articulação institucional, conexão com parceiros, capacitação, eventos, programas e oportunidades de fomento.
Essa atuação conjunta permite que ideias surgidas em sala de aula, projetos de pesquisa, programas institucionais e demandas da sociedade avancem para estágios mais maduros de desenvolvimento, transformando-se em soluções, produtos, serviços e startups.
“Estamos construindo um ecossistema no qual diferentes atores possam participar de um mesmo processo de desenvolvimento. A universidade tem conhecimento, pesquisadores, estudantes e infraestrutura; as empresas trazem demandas e desafios; o poder público contribui para criar condições e políticas; e a sociedade é quem recebe o resultado dessa inovação. A grande força está justamente nessa conexão”, conclui Sandro Dutra e Silva.
A universidade passa, assim, a atuar não apenas como espaço de produção e transmissão de conhecimento, mas também como ambiente de criação de tecnologias, incubação de empresas e desenvolvimento de soluções que podem ultrapassar os limites do campus e chegar ao mercado e à sociedade.
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