04/09/2026
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A atuação do professor Sandro Dutra e Silva, da Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) foi destacada como referência na História Ambiental da América Latina pela pesquisadora Dra. Natascha de Vasconcellos Otoya, recentemente premiada nos Estados Unidos com o Harold N. Glassman Distinguished Dissertation Award, concedido pela Georgetown University.

A declaração foi feita durante participação no podcast “GeoDiálogos – Aqui havia Cerrado”, no qual a pesquisadora relatou sua trajetória acadêmica internacional e a decisão de desenvolver pesquisas no Brasil. Ao comentar sua formação e experiência nos Estados Unidos, Natascha ressaltou a relevância do professor Sandro Dutra e Silva no campo da História Ambiental, colocando-o como uma das principais referências na área. O podcast teve como apresentador o professor Eduardo Argolo, climatologista e coordenador da Estação Meteorológica da UniEVANGÉLICA. Clique aqui para assistir.

A pesquisadora concluiu o doutorado na Georgetown University, onde foi orientada pelo professor John R. McNeill, considerado um dos maiores nomes da História Ambiental no mundo. Segundo ela, sua trajetória acadêmica foi marcada pela oportunidade de dialogar com importantes pesquisadores da área, tanto no cenário internacional quanto na América Latina.

Nesse contexto, a aproximação entre os trabalhos desenvolvidos por John McNeill e Sandro Dutra e Silva evidencia a relevância da produção científica realizada na UniEVANGÉLICA. Ambos são reconhecidos por suas contribuições à consolidação da História Ambiental como campo interdisciplinar, articulando diferentes escalas de análise e promovendo novas abordagens sobre as relações entre sociedade e natureza.

Atualmente, Natascha Otoya realiza estágio de pós-doutorado no Laboratório de História Ambiental do Cerrado (LAHAC), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da UniEVANGÉLICA, sob supervisão de Sandro Dutra e Silva. A escolha pela instituição, segundo a pesquisadora, está diretamente relacionada à qualidade das pesquisas desenvolvidas no laboratório e à relevância do grupo no cenário acadêmico.

Reconhecida internacionalmente, Natascha recebeu o prêmio pela tese “Petróleo na Bahia: Do Cretáceo Inferior ao Antropoceno”, destacada pela abordagem interdisciplinar e inovadora. O trabalho articula áreas como geologia, história ambiental, história econômica, história da medicina e antropologia, além de envolver extensa pesquisa de campo e análise documental.

A fala da pesquisadora reforça o protagonismo da UniEVANGÉLICA na produção científica em História Ambiental e evidencia o reconhecimento internacional de seus pesquisadores, consolidando a instituição como um dos principais polos de estudo sobre o Cerrado e suas transformações.

Escolha pela UniEVANGÉLICA e fortalecimento da cooperação internacional

Ao explicar os motivos que a levaram a escolher a UniEVANGÉLICA para desenvolver o estágio de pós-doutorado, Natascha Otoya afirma que a decisão foi motivada pelo desejo de retornar ao Brasil e pela excelência do trabalho desenvolvido pelo Laboratório de História Ambiental do Cerrado (LAHAC).

"Eu queria voltar a trabalhar no Brasil e o Sandro é uma das grandes referências do campo da História Ambiental na América Latina. Eu já conhecia ele e o trabalho do LAHAC e escolhi trazer minha nova pesquisa para a UniEVANGÉLICA por reconhecer que é um grande centro de produção acadêmica na minha área, sob liderança do professor Sandro", destaca.

A pesquisadora ressalta ainda que, após sete anos nos Estados Unidos durante o doutorado, optou por retornar ao Brasil por acreditar que pode contribuir para o fortalecimento da História Ambiental na América Latina. "Eu passei sete anos nos EUA durante o doutorado e es escolhi voltar a trabalhar no Brasil porque acredito também que tenho um papel no desenvolvimento da História Ambiental na nossa região da América Latina. O LAHAC é um excelente lugar para essa missão!", afirma.

Segundo Natascha, sua atuação na UniEVANGÉLICA também amplia a integração entre a produção científica brasileira e internacional na área ambiental. "Com certeza, tanto continuar minhas pesquisas no Brasil — trazendo métodos e conhecimento que adquiri nos EUA — quanto o esforço de internacionalização do conhecimento sobre o Cerrado, que atualmente é um dos focos da minha atuação no LAHAC."

Como parte desse processo de internacionalização, a pesquisadora informa que atuará como professora convidada na Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), onde abordará pesquisas relacionadas ao Cerrado durante atividades no Centro de Investigaciones en Geografía Ambiental (CIGA), entre agosto e setembro deste ano. Ela também destaca que obteve financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (FAPEG) para viabilizar a participação do professor Pedro Urquijo, pesquisador do CIGA, na disciplina de História Ambiental do Cerrado, oferecida pelo LAHAC na UniEVANGÉLICA.