Celebrado em 3 de fevereiro, o Dia da Pamonha, instituído em Goiás desde 2024, vai além da valorização de um símbolo da culinária regional. A data também abre espaço para discutir os aspectos nutricionais do alimento, seu papel na alimentação cotidiana e a importância do consumo consciente de preparações tradicionais. Muito presente na mesa dos goianos e em diversas regiões do Brasil, a pamonha tem como base o milho, ingrediente rico em nutrientes. Segundo a coordenadora do curso de Nutrição da Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA), Cyntia Melo Borges, o alimento pode fazer parte de uma alimentação equilibrada. “O milho é fonte de energia, fibras, vitaminas do complexo B - como o ácido fólico -, e minerais, importantes para diversas funções do organismo”, explica.
A nutricionista destaca, porém, que o valor nutricional da pamonha varia conforme os ingredientes e o modo de preparo. Versões com adição de açúcar, gordura, leite condensado ou preparadas por fritura tendem a ser mais calóricas. “A pamonha pode ser consumida sem culpa, mas com atenção às quantidades e à frequência. Preparações assadas ou cozidas, com menos açúcar e gordura, são opções mais adequadas para o dia a dia”, orienta.
Além da nutrição, a pamonha também carrega forte significado cultural. O coordenador do curso de Gastronomia da UniEVANGÉLICA, Luizmar Pacheco de Lima Júnior, ressalta que o preparo do alimento envolve práticas coletivas e saberes tradicionais. “A pamonha representa a união das famílias, o trabalho coletivo e a valorização da cultura local. Seu preparo envolve partilha, memória e tradição, além de resgatar práticas herdadas da cultura indígena, que influenciaram diretamente a nossa culinária”, afirma.
Ligada às festas juninas e a celebrações religiosas em várias partes do Brasil, a pamonha também carrega forte herança indígena, especialmente pelo uso do milho e da palha como embalagem natural. Esse modo tradicional de preparo preserva o sabor e o aroma do alimento, ao mesmo tempo em que reforça a valorização dos ingredientes regionais e dos saberes ancestrais.
No contexto atual, o Dia da Pamonha também convida à reflexão sobre a valorização de alimentos in natura e preparações caseiras. Ao priorizar ingredientes simples e modos de preparo menos industrializados, é possível preservar a tradição cultural e, ao mesmo tempo, favorecer escolhas alimentares mais saudáveis.
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