Você pode não perceber, mas o trabalho de um biólogo pode estar por trás da qualidade da água que chega à sua casa, da conservação de uma espécie, de uma pesquisa desenvolvida em laboratório, da recuperação de uma área degradada ou da compreensão de como uma doença se relaciona com o ambiente. É justamente essa presença muitas vezes invisível que o Dia do Biólogo, celebrado em 3 de setembro, ajuda a revelar.
Estudar a vida em suas diferentes formas, compreender as relações entre os seres vivos e o ambiente e transformar conhecimento científico em ações que contribuam com a sociedade fazem parte da atuação desses profissionais. No Brasil, a profissão foi regulamentada pela Lei nº 6.684, de 3 de setembro de 1979. Quando se fala em biólogo, é comum pensar imediatamente em animais, plantas ou pesquisas em laboratório. Mas a profissão reúne uma diversidade muito maior de possibilidades.
Segundo a Profa. Josana de Castro Peixoto, docente e pesquisadora da graduação e do Programa de Pós-graduação em Sociedade, Tecnologia e Meio Ambiente (PPG STMA) da Univresidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA), a formação em Ciências Biológicas permite ao profissional atuar em diferentes áreas, como pesquisa científica, educação, meio ambiente, biodiversidade, saúde, análises laboratoriais, biotecnologia, genética, microbiologia, zoologia, botânica, ecologia, gestão ambiental, licenciamento e conservação de espécies e ecossistemas.
Essa amplitude revela uma característica essencial da profissão: o biólogo está onde existe vida para compreender, relações para investigar e desafios que exigem conhecimento científico para serem enfrentados.
Um exemplo dessa atuação está na chamada Saúde Única (One Health), conceito que reconhece a relação entre a saúde humana, a saúde animal e a saúde dos ecossistemas. Nesse contexto, o biólogo pode integrar equipes multiprofissionais e contribuir para compreender problemas que não podem ser analisados isoladamente. A ocorrência de doenças, por exemplo, pode estar relacionada às interações entre pessoas, animais e ambiente.
É um trabalho que mostra como cuidar da vida humana também passa por compreender e preservar as outras formas de vida e os ambientes dos quais dependemos.
Essa relação fica ainda mais evidente em um estado como Goiás, inserido no bioma Cerrado.
Conhecer a fauna, a flora, os recursos hídricos e os processos ecológicos da região é fundamental para produzir conhecimento e subsidiar ações de conservação. Nesse cenário, biólogos atuam em pesquisas, monitoramento ambiental, educação, recuperação de áreas, conservação de espécies e diferentes estratégias de proteção dos ecossistemas.
Por trás de uma área preservada, de uma espécie estudada ou de uma nascente monitorada, também pode existir o trabalho silencioso de um biólogo.
A profissão também está presente nos bastidores da produção científica. São profissionais que observam, coletam dados, analisam, formulam perguntas, testam hipóteses e produzem conhecimento que pode contribuir para decisões e políticas públicas.
Na universidade, essa atuação ganha ainda outras dimensões por meio do ensino, da pesquisa e da extensão, aproximando o conhecimento científico da sociedade. Em diferentes lugares e funções, o biólogo transforma conhecimento sobre a vida em ações para cuidar dela. Neste 3 de setembro, a UniEVANGÉLICA parabeniza biólogos e biólogas que fazem da ciência uma aliada na defesa da vida e na construção de um futuro mais sustentável.
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