03/06/2026
Campus Anápolis

A Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) realizou nesta terça-feira (2) o Dia D do Imigrante, uma ação voltada ao acolhimento e à orientação de imigrantes e refugiados residentes em Anápolis e região. Promovido pelo Centro de Atendimento Jurídico ao Estrangeiro (CAJE), o mutirão ofereceu atendimentos relacionados à regularização migratória, além de orientações jurídicas e trabalhistas.

Durante a manhã, mais de 20 pessoas de diferentes nacionalidades foram atendidas. Entre os participantes estavam refugiados e imigrantes vindos de países como Venezuela, Cuba e Haiti, que buscaram auxílio para processos de residência, solicitação de refúgio, naturalização e atualização de documentos.

A professora Mariana Maranhão, responsável pela iniciativa, destacou que a ação também teve caráter extensionista e proporcionou uma experiência prática aos acadêmicos do curso de Direito. “Fizemos um mutirão de atendimentos com pessoas de diferentes nacionalidades, com o objetivo de proporcionar uma atividade extensionista prática para os alunos da disciplina de Direito Internacional”, destacou.

Eles tiveram a oportunidade de atuar no preenchimento de formulários de refúgio, residência e orientações sobre naturalização. “Foi uma manhã muito proveitosa aqui na UniEVANGÉLICA”, afirmou a professora.

A acadêmica Rafaella Chadud de Morais, do 7º período de Direito, participou dos atendimentos e ressaltou a diversidade das demandas recebidas. “Atendemos duas imigrantes venezuelanas com situações completamente diferentes. Uma está no Brasil há quatro anos e a outra chegou recentemente. Estamos aqui para auxiliá-las no que for necessário e contribuir para a regularização de suas situações”, explicou.

Além de beneficiar a comunidade imigrante, a ação permitiu aos estudantes aplicar os conhecimentos adquiridos em sala de aula. Para o acadêmico Dilson Resplandes, do 8º período de Direito, a experiência fortalece a formação profissional e a compreensão das questões que envolvem a população migrante. “Estamos trabalhando temas importantes relacionados aos direitos dos imigrantes, especialmente nas áreas de direito internacional e direito do trabalho. É uma experiência muito enriquecedora para nossa formação acadêmica”, destacou.

Entre os atendidos estava Carlha Gabriela Gonzalez, imigrante venezuelana que aproveitou o mutirão para regularizar sua documentação. “Estou aproveitando essa oportunidade para colocar meus documentos em dia. Quero parabenizar a UniEVANGÉLICA e a professora Mariana, que sempre ajudam os imigrantes. Aqui nós nos sentimos acolhidos”, afirmou.

Outro exemplo foi o de Bárbara, também venezuelana, que conheceu o CAJE por indicação de amigos e recebeu apoio durante seu processo de naturalização. “Fui atendida com consciência e acolhimento, que é exatamente o que nós, estrangeiros, procuramos. Muitas vezes nos sentimos vulneráveis ao apresentar nossos documentos e contar nossa história. Aqui encontramos segurança e apoio.”, relatou.