O projeto de extensão Doutores da Gargalhada, do curso de Medicina da Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA), está com inscrições abertas para o processo seletivo 2026/1. A iniciativa, que une humanização, arte e cuidado em saúde, recebe inscrições até o dia 22 de fevereiro, por meio de formulário disponível no Instagram oficial (@doutoresdagargalhada). O edital prevê o preenchimento de 22 vagas para compor a equipe de voluntários no primeiro semestre de 2026. Podem se inscrever acadêmicos do 1º ao 7º período de Medicina e estudantes de outros cursos da área da saúde da UniEVANGÉLICA.
A aula inaugural, que integra a primeira etapa obrigatória da seleção, será realizada no dia 24 de fevereiro, às 16h, no Salão Nobre Richard Senn, na UniEVANGÉLICA. Com o tema “O poder do riso no cuidado da saúde”, o encontro contará com a participação de Robert Trajano, fundador do Grupo da Alegria, que abordará o impacto positivo do riso na recuperação dos pacientes e na prática humanizada em ambientes hospitalares. A presença é obrigatória e tem caráter eliminatório.
Segundo a presidente do projeto, Marina Bento Macedo, o Doutores da Gargalhada nasce do desejo de destacar a importância da humanização na relação entre profissionais da saúde e pacientes, especialmente em períodos de maior vulnerabilidade. “O projeto consiste na atuação de membros da área da saúde caracterizados como palhaços — alegres, coloridos e acolhedores — que levam diversão e leveza ao ambiente hospitalar, aliando a assistência médica tradicional, voltada ao cuidado da matéria física, a atitudes que promovem bem-estar emocional e da alma”, explica.
Ela ressalta que a proposta vai além da descontração. A presença dos voluntários nos hospitais busca harmonizar o ambiente por meio da música, do teatro e da conversa, reforçando a ideia de que “sorrir é o melhor remédio”. Para Marina, essas ações contribuem diretamente para a construção de vínculos mais humanizados e holísticos entre estudante e paciente, além de abrirem novas perspectivas no processo terapêutico.
“O contato direto com o paciente possibilita ao acadêmico compreender a diversidade cultural, étnica, social e econômica presente nos locais de atendimento, além de evidenciar como o meio pode influenciar na melhora das condições individuais de saúde”, destaca.
As visitas ocorrem quinzenalmente, aos sábados, em hospitais previamente autorizados, e são precedidas por aulas de capacitação. Nesses encontros, os voluntários recebem orientações sobre ética, limites de atuação, comunicação empática e trabalho em equipe, aspectos considerados essenciais para a atuação responsável dentro do ambiente hospitalar.
A seleção será realizada em três etapas obrigatórias:
Serão avaliados critérios como postura, desenvoltura, comprometimento, interesse pelo projeto e alinhamento com os valores da humanização. Os participantes que cumprirem as atividades previstas poderão obter certificação de 40 horas de extensão. Para a coordenadora dos projetos extensionistas do curso de Medicina, professora Luciana Caetano Fernandes, o Projeto Doutores da Gargalhada é muito mais que uma ação universal, é uma verdadeira experiência de formação humanística.
Com caráter multidisciplinar, o projeto reúne estudantes de Medicina, Psicologia, Fisioterapia e outras áreas da saúde em um propósito comum: aprender a arte de ser palhaço para transformar o ambiente hospitalar por meio do humor e da sensibilidade.
Durante as visitas, os acadêmicos desenvolvem habilidades essenciais como comunicação, empatia, socialização e relacionamento interpessoal. Vivenciam de perto as realidades e os desafios enfrentados pelos pacientes, ampliando seu olhar humano sobre o cuidado em saúde. O atendimento humanizado contribui positivamente para a recuperação. No Doutores da Gargalhada, o riso se torna instrumento de cuidado — e a formação profissional ganha mais cor, escuta e coração
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