Aconteceu, na tarde da última terça-feira (10), o segundo módulo do 6º Curso de Capacitação em Pesquisa & Inovação – “A Iniciação Científica e Tecnológica na UniEVANGÉLICA”. Entre as atividades do encontro, foi ministrada a palestra “Elaboração de Projetos”, conduzida pela professora Viviane Soares, docente do Programa de Pós-Graduação em Movimento Humano e Reabilitação (PPGMHR). O evento é uma realização da Coordenação de Pesquisa, vinculada à Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Ação Comunitária da Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA).
Durante a apresentação, a professora abordou os principais elementos necessários para a construção de projetos científicos, com foco nas exigências dos editais de Iniciação Científica (IC) e de Inovação, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (IDT&I). A atividade teve como objetivo orientar docentes e estudantes sobre a organização e a qualidade técnica das propostas submetidas aos programas de pesquisa da instituição.
Viviane Soares destacou que a elaboração de um bom projeto começa pela estruturação adequada do documento. Entre os primeiros itens estão a capa, o resumo e o sumário, que devem seguir critérios formais e apresentar as informações de forma clara e objetiva. No caso do resumo, por exemplo, recomenda-se um texto conciso, em parágrafo único, que inclua justificativa, objetivo principal, metodologia e resultados esperados, além das palavras-chave.
Outro ponto enfatizado na palestra foi a importância da introdução contextualizada, considerada o “cartão de visitas” do projeto. Segundo a professora, essa seção precisa demonstrar a relevância e a atualidade do tema, apresentar o problema de pesquisa e evidenciar lacunas ainda existentes na área de estudo. Também devem ser expostos a justificativa da investigação e o objetivo geral do trabalho, conduzindo o leitor do contexto mais amplo até o foco específico da pesquisa.
A palestra também abordou aspectos específicos dos projetos voltados à inovação tecnológica. Nesse caso, é necessário apresentar a proposta de solução para um problema, destacando o potencial inovador da iniciativa, sua viabilidade econômica e possíveis aplicações no mercado ou na sociedade. Outro conceito discutido foi o Technology Readiness Level (TRL), escala internacional que avalia o nível de maturidade tecnológica de um produto ou processo, desde a observação científica inicial até a aplicação comercial.
Na sequência, foram apresentados os elementos metodológicos do projeto, que incluem a descrição dos métodos, materiais e etapas necessárias para a execução da pesquisa. A professora reforçou que a metodologia deve ser compatível com a área do conhecimento e permitir a reprodução e validação dos resultados.
Entre os itens finais da estrutura do projeto estão os resultados esperados, impactos e cronograma de atividades. No caso da iniciação científica, é importante destacar os impactos sociais, ambientais e econômicos da pesquisa. Já nos projetos de inovação, também podem ser previstos produtos tecnológicos, registros de propriedade intelectual, publicações científicas e aplicações práticas em empresas, indústrias ou no setor público.
A apresentação também trouxe orientações sobre o plano de trabalho do discente, documento vinculado ao projeto do orientador, que deve detalhar objetivos específicos, metodologia, cronograma e referências bibliográficas, além de evidenciar as contribuições acadêmicas e científicas da atividade.
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